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terça-feira, 7 de setembro de 2010

“Aberrações futebolísticas” – Keirrison esquentando banco pro Weldon


O que você pensa quando vê um cidadão de 18 anos comandando seu time numa competição nacional?

O Coritiba venceu a Segunda Divisão em 2007 com um time de jovens promissores, como Pedro Ken e Marlos. Mas o grande responsável por trazer o troféu para o Alto da Glória foi o atacante Keirrison, artilheiro do Coxa com 12 gols.

Colecionando elogios e artilharias de campeonatos, inclusive o da Primeira Divisão em 2008, Keirrison já era apontado como futuro camisa 9 da seleção, quando foi negociado com o Palmeiras. Foi vice-artilheiro do Paulistão e fez assombrosos 16 gols em 14 partidas – nenhum outro jogador teve um início tão inacreditável pelo Verdão, mas, ainda assim, alguns palestrinos diziam que K-9 amarelava em jogos decisivos. Chegou em janeiro de 2009 como “Keirrigol” e saiu em junho como “Pipokeirrison”, vendido para o Barcelona por 15 milhões de euros.

E é aqui que (finalmente!) começa a aberração futebolística de hoje.

Mesmo com os gols que Keirrison vinha fazendo até então, ainda não estava 100% preparado para jogar no futebol europeu. E, cá entre nós, nem o Dunga seria louco o suficiente de colocar um menino de 20 anos de idade pra disputar posição com Henry, Messi e Ibrahimovic, quanto mais o Guardiola. Assim sendo, para adquirir experiência, K-9 foi emprestado ao Benfica.

Entretanto, a única experiência que ele adquiriu lá foi a de esquentar banco pro Weldon.

Se você não sabe, o Weldon é um atacante que, desde que saiu do Santos, nunca passou mais de um ano no mesmo time – e, exceto por Cruzeiro, o próprio Benfica e o Peixe, nenhum desses times tem grande expressão. E tudo bem que o ataque benfiquista titular tinha Saviola (precisa comentar?), Oscar Cardozo (ídolo local e da Seleção Paraguaia) e Nuno Gomes (capitão do clube), mas, quando um desses saía contundido ou suspenso, quem jogava era o Weldon. Ou seja, Keirrison era reserva do reserva.

Antes que pudesse pagar mico de perder a vaga pra mais uma galera freak recém-contratada, como Éder Luís e Alan Kardec, Keirrison deixou o Estádio da Luz depois de sete partidas e nenhum gol. Ninguém deve lembrar que esteve na Fiorentina até outro dia, antes de ser emprestado para o Santos – onde, atualmente, tenta ganhar a posição do Marcel (que não seria titular nem no time de pelada deste blogueiro).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

"Jaeci Carvalho" - Maurício Kubrusly

Jaeci Carvalho, jornalista mineiro, conhecido por suas bombas (sempre furadas) tem o privilégio de dar nome à essa sessão.

Por isso, acostume-se absurdos jornalísticos sempre aparecerão por essas bandas do blog.

E Maurício Kubrusly é o bola da vez.

Não é segredo pra ninguém que essa semana foi o centenário do Corinthians, comemorações pra lá, festinhas e missas pra cá, resumindo, patacuadas e mais patacuadas.

Pra completar, Kubrusly e sua turminha "fantástica" nos brindam com essa matéria.

"Corinto, centro geográfico de Minas: lugar onde só nascem "corinthianos."

Com o andar da reportagem, maravilha! Um "Festival de Corint(H)ianos em Minas!"

Só que bem, a matéria logicamente foi editada e partes como essa, prontamente, foram retiradas...

"E como é que você explica ter tanto Corint(H)iano nessa cidade? Ah, mas não tem não, só você que achou, uai!"

Precisa dizer mais nada, né?

domingo, 5 de setembro de 2010

"Imagem da Semana" - Tomizawa

Os jogos de hoje da rodada do Brasileirão nem aconteceram. Só que duvido que algo no mundo esportivo que aconteça até o fim do dia supere isso.

A velocidade encanta, mas tem seus problemas. A morte é um deles.

Peter Lenz, 13 anos, perdeu a vida semana passada durante uma corrida de motos em Indianápolis. Pois é. Uma semana depois, outro moleque também perdeu. Shoya Tomizawa, 19, piloto da Moto2.


O impressionante é que mesmo depois de ser atropelado duas vezes, a equipe de atendimento não satisfeita derrubou o piloto da maca.

Absurdo.

"Olho na prancheta!" - "Efeito Madrid?"

31 de agosto de 2010. Um dia “fora dos padrões” no mundo do futebol. Correria nos bastidores dos grandes centros europeus para a venda e contratação de jogadores. Reforços de última hora, pressa para regularizações, alento para os torcedores. Transações milionárias são efetivadas e mais estrelas surgindo, o momento em que o mercado prospera sem precedentes.

O time mais surpreendente da “última” janela de transferências foi o A.C Milan. Por que a surpresa? Desde a ida de Kaká ao time rossonero, Berlusconi e Cia, não conseguiram emplacar sequer uma meia-dúzia de boas contratações. Falta de planejamento e olheiros capacitados? Muito provável. O fiasco no Campeonato Italiano do ano passado e a péssima campanha na Liga dos Campeões foram as principais causas da súbita mudança de comportamento dos homens-gravata (os chefões) do clube.

As vendas de Borriello e Huntelaar foram excepcionais! O primeiro avante foi emprestado a Roma, até o fim do ano, e o clube da capital poderá adquirí-lo, em definitivo, pagando R$ 22 milhões de reais. Enquanto que o atacante holandês foi vendido por inacreditáveis R$ 34 milhões de reais!

Com o dinheiro da venda de Huntelaar e mais R$ 6 milhões de reais, o Milan trouxe Robinho, capitão da seleção canarinho, que estava encostado no Manchester City. Para formar o quarteto ofensivo, veio o artilheiro sueco Ibrahimovic, por empréstimo junto ao Barcelona e com opção de compra, no fim da temporada, por R$ 55 milhões de reais. Excelente negócio!

Bom, temos que admitir que as contrações foram pontuais, todavia será que vocês estão percebendo o grave equívoco que a diretoria está cometendo? Os grandes reforços foram para abastecer o ataque, que estava realmente precário, porém a retaguarda foi deixada, completamente, de lado. Um dos laterais é o zagueiro-reserva, enquanto que o outra é ocupada por um jovem jogador. A zaga é composta pelo excelente Thiago Silva e pelo italiano Alessandro Nesta, em franca decadência. O “carregador de piano” no meio-de-campo será Pirlo, que também não está bem fisicamente. O eterno Ambrosini (quase 40 anos) forma a dupla de volantes do time.

O poderio ofensivo é implacável, fato, mas será que é o suficiente? Bom, é só perguntar lá pelas “bandas” de Madrid, parece que ocorreu algo semelhante na Espanha...

Agora, veremos os prováveis titulares, que o técnico Massimo Alegri deverá colocar para esta temporada.





"Que Beleza!" - Ah, até minha avó, faria!

Sabe aquele lance épico, aos 47 minutos de partida, que o infeliz do seu centroavante perde o gol debaixo da trave? Difícil de acreditar, não é?

Pois o “Que beleza!”, desta semana, será destinado às infelicidades de nossos “supostos” profissionais do esporte. Gols, inacreditavelmente, perdidos, lambanças, furadas, caneladas, bizarrices, entre outros, estão incluídas em nosso repertório. Os lances independem da qualidade técnica. Fazem parte do elenco, estrelas do futebol, passando por ex-jogadores em atividade, até os amadores-profissionais.

Uma combinação magistral de incompetência e infortúnio. Com uma trilha sonora sutil e melancólica, deixamos aqui, nossa homenagem aos verdadeiros palhaços e “falastrões” de nosso esporte.


Que piada!









¬¬

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Narrações Inesquecíveis" - Milton Leite

Quem foi que disse que uma narração inesquecível precisa ser de um grande momento? Uma glória esportiva? Um título ou um feito inigualável?

Que tal o aniversário do Corinthians!? Aqui vai a minha singela homenagem à nobilíssimo clube e ao seu maior(sem ambigüidade) ídolo na atualidade.

"Lá vem o Ronaldo. Oooooooooooooooooooopa. Aha. Que beleza! Quem diria que a gente falaria isso pro Ronaldo, né?"

Que ambos continuem escorregando.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Lembra dele no...?" - Pena que, de anjo, só o pé


Já disseram bastante por aí – e quem disse estava coberto de razão – que a história de um time é contada por meio de seus grandes jogadores. Marcelinho Carioca era o símbolo do timaço do Corinthians do fim dos anos 90, por sinal a época mais vitoriosa da história centenária do Timão.

De 1994 até 2001 (quando só esteve ausente entre 1997 e 1998, jogando pelo Valência, da Espanha), foram quatro Campeonatos Paulistas, dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil e um Campeonato Mundial de Clubes da FIFA (que não convenceu muita gente até hoje que era um Mundial de verdade, incluindo este blogueiro. Mas hoje é centenário do Corinthians, vamos dar uma colher de chá...), só para citar os títulos mais importantes. Habilidoso e mortífero nas bolas paradas, Marcelinho possivelmente teria jogado duas Copas do Mundo como titular se não fosse tão polêmico. Jogou apenas quatro partidas pela seleção.

Esse comportamento polêmico foi o que decretou o começo do fim de sua carreira. Em 2001, brigou com Ricardinho (outro grande astro corintiano da época), e ambos acabaram deixando o clube. Ricardinho jogou a Copa de 2002, enquanto Marcelinho Carioca cumpria o ritual de jogadores em fim de carreira: rodar de time em time, um menor do que o outro, sem ficar muito tempo em nenhum deles.

Primeiro foi o Santos, depois o Vasco, e daí foi pra segunda divisão da França, pra Arábia Saudita... até que, em 2005, chegou ao fundo do poço jogando no Brasiliense.

Lembra do Marcelinho Carioca no Brasiliense?

Aliás, dele, do Vampeta e do ilustríssimo Oseinha da Bahia?

Quando eu digo que chegou ao fundo do poço, é porque o Brasiliense acabou rebaixado naquele ano, quando três anos antes o Marcelinho tinha plenas condições de ter jogado a Copa do Mundo (e o Vampeta jogou!).

Depois ele ainda jogou no Santo André e no time de comentaristas da Rede Band, mas ainda houve tempo para as últimas homenagens do time onde foi ídolo. O Corinthians não só realizou um amistoso para sua despedida do futebol como nomeou Marcelinho como Embaixador do Centenário do clube.
Talvez tenha sido o maior jogador do Timão nos últimos 20 anos ou mais. E poderia ter sido maior ainda. Pena que, de anjo, só tivesse o pé...